quarta-feira, 29 de março de 2017

Guilty pleasures #1


Se um blogue sobre cenas geek e outros desabafos parvos serve para alguma coisa, que seja para confessar guilty pleasures. Aqui está o meu vício mais recente: a série Jane Virgin. Numa noite em que precisava mesmo de distrair a cabeça de um rodopio de pensamentos, antes de começar a balouçar nervosamente como um autista, liguei a netflix em busca de apoio. Sábio foi o momento em que fiz play ao primeiro episódio desta série, da qual já tinha ouvido falar vagamente - fiquei completamente viciada. Com um enredo meio telenovela meio Ryan Murphy wannabe (o criador de séries tão aditivas como Glee, Nip Tuck e American Horror Story), Jane Virgin é a melhor série para rir até adormecer e deixar os dramas de lado, quarenta minutos de cada vez. Jane é uma jovem trabalhadora-estudante que sonha em ser escritora mas estuda para ser professora, filha de uma mãe solteira que ainda não desistiu de ser a nova Paulina Rubio e que, por sua vez, ainda vive com a sua mãe, uma emigrante venezuelana super-católica e super-fã de telenovelas mexicanas. Por causa do descuido da mãe, que lhe poderá ter custado a carreira artística, a avó fez com que Jane prometesse que seria virgem até ao casamento - e ela está empenhada em manter essa promessa. Com um relacionamento de dois anos, santo é o namorado da rapariga, que aceitou manter um namoro puro e casto até se decidirem a casar. Está tudo muito bem até Jane se deitar na marquesa de uma ginecologista distraída que, em vez de um papanicolau, a insemina com a única dávida de esperma de um homem que teve um cancro e por quem, em tempos, Jane teve um fraquinho. Já para não dizer que o esperma tinha sido roubado pela mulher do ex-doente oncológico, de maneira a segurar o marido... E que a médica distraída é apenas a irmã do dador... É uma premissa ridícula? Talvez, mas os episódios são tão bem escritos que a série já ganhou um globo de ouro e vai em quatro temporadas.
O primeiro guilty pleasure assumido de uma lista que se anuncia longa... ;)

Tentaram explicar-me antes, mas não ouvi

Há uns anos, quando comecei a pensar em sair do meu anterior emprego, fui a uma entrevista que me deixou completamente desconcertada. Aconteceu que, após avaliar o meu currículo (com licenciatura e mestrado) perguntaram porque não tinha eu feito mais formações na área - o que não estava totalmente correto, pois pela altura já eu tinha feito workshops de escrita e cursos de línguas, para valorizar o meu curriculum e por realização pessoal. A questão parece inofensiva, especialmente vinda de um potencial empregador, mas o que me enervou foi o tom: "como assim ainda não tem todos os novos cursos da moda? SEO, redes sociais, Web Marketing? Como assim não passou todas as noites dos anos a seguir à faculdade enfiada em salas de estudo a pagar balúrdios a supostos novos gurus da Internet e do novo querido empreendedorismo?" Como filha de um self made man, praticamente autodidacta, custou-me um bocadinho ouvir que tenho de continuar a fazer cursos de tudo e mais alguma coisa para provar que sei fazer alguma coisa, numa entrevista de emprego. Pensava eu que (e ainda acredito) com a correta formação e orientação no dia-a-dia, com as bases de comunicação que já tenho, consigo perfeitamente assumir funções dos mais variados ramos da minha área, sem precisar do selo de aprovação de mais um over-priced curso da moda. Escusado será dizer que não consegui o emprego, em parte devido à minha arrogância. A verdade é que, após anos a queimar pestana e outros tantos a correr entre a casa e o trabalho, uma pessoa acredita que já merece pelo menos aquela tranquilidade de sair do emprego e ir para casa - mesmo que não seja para o sofá, mesmo que seja para lavar roupa, lavar loiça, passar a ferro e limpar a caixa de areia do gato. Perdoem-me por querer alguma tranquilidade doméstica e social e querer dormir pelo menos seis horas por dia.
Mas, enfim, aquelas pessoas tinham razão. Bem que eu digo que gostava de ter nascido nos anos 50 e 60 e ainda ter tido tudo para explorar, inventar, criar e escrever, que gostava de ser reconhecida sem ter de me matar a trabalhar horas extra todos os dias e passar noites em centros de formação, mas estamos nos anos 2000 e o tempo das vacas gordas acabou. Agora, além de licenciatura e mestrado, é preciso ter cursos do CENJOR, da ETIC e da Restart, além de um domínio independente de pelo menos três línguas, além da nativa, claro. Exageros à parte... sim, não há hipótese, é preciso ter um CV e um linkedin cheio de cursos pimposos e ainda algum voluntariado (check, graças a Deus) e empreendedorismo  (também check) à mistura, senão não nos safamos.
Agora, anos depois, engulo a arrogância e vou inscrever-me em formações, ser humilde e aceitar que ainda tenho muito que aprender - e a seguir, vou esperar por chegar a uma entrevista de emprego, mostrar que já tenho os cursos, e depois pedirem-me "experiência de dois a cinco anos" naquelas funções...
(suspiro)

terça-feira, 14 de março de 2017

Cenas de ter um gato #1

Isto, quando estou atrasada (que é quase sempre, enfim). Mas quando tenho tempo para lhe dar festinhas, não quer. Oh well... gatos.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Ontem Vi #17


Já não foi ontem, mas serve para recuperar esta rubrica. ;)
Foi com «Logan» (2017) que Hugh Jackman encerrou a sua trilogia de Wolverine, o super-herói que, nos cinemas, sempre lhe pertenceu. Desde o primeiro dos X-Men que o mundo percebeu que Jackman incorporava em todo o seu ser a raiva e agressividade tão famosa do mutante de garras afiadas com o poder da auto-regeneração. Contudo, devido aos interesses comerciais da Marvel e dos estúdios Fox, não conseguimos ver Wolverine em toda a sua violenta plenitude até ao último filme, este «Logan». Com receio de perder a receita de bilheteira dos espectadores mais novos, a Marvel procurou sempre fazer filmes PG-13, ou, no nosso país, Maiores de 12 Anos. Mas, com essa decisão, perdeu muitos dos seus mais fiéis fãs - os leitores da banda desenhada, que liam as sangrentas aventuras de Wolverine e que desanimavam ao ver filmes que apenas 'roçavam' a realidade dos originais. Felizmente «Deadpool» aconteceu e veio quebrar todos os tabus da Marvel em fazer filmes R-Rated, para os verdadeiros fãs - o protagonista de Deadpool e os seus produtores perceberam que não fazia sentido fazer um filme deste "anti-herói" que não tivesse muito sangue e pancadaria à mistura, e ainda bem que assim foi! Foi um sucesso tremendo, e os estúdios Fox decidiram que também o mutante mais polémico do grupo X-Men merecia um R-Rated.
Como fã, não podia ficar mais feliz ao ver Wolverine no pior do seu terrível mau humor e a esventrar tipos como se não fosse nada, mas é um sentimento agridoce: é que agora que o Wolverine ficou mesmo bom, decidiram acabar com ele. Hugh Jackman diz que este foi para a despedida e já não interpreta mais Wolverine. Talvez por isso a história deste Logan seja uma adaptação da banda desenhada «Old Man Logan», passada num futuro próximo, em que Wolverine é um dos poucos sobreviventes da sua espécie, por ser "imortal", sente-se sozinho, fraco e cansado de lutar e de ser o único mutante vivo na terra. A história da banda desenhada é muito interessante e aborda de forma muito franca a questão da imortalidade - todos gostaríamos de "viver para sempre", mas como seria se nenhum dos nossos amigos estivesse vivo também? Já no filme, esta premissa é pretexto para algo diferente, que não posso revelar sem contar alguns spoilers... O problema do rumo que toma a narrativa é que temos sempre a sensação que esta é uma forma de "despachar" a personagem de Wolverine e dar lugar a um novo universo X-Men. A história torna-se então mais dramática do que estaríamos à espera e, por isso, acaba por desiludir. Sobretudo porque temos a sensação de que alguém nos deu um rebuçado (um Wolverine à antiga) e que depois o tirou...

Veredicto: 6/10

domingo, 5 de março de 2017

Hoje é dia de ver isto

Finalmente!

Tracey, Tracey, que vida é a tua?

Há algum tempo, uma grande amiga lembrou-me deste blogue. De como eu o abandonei, como a mais desnaturada das mães, à sua pior sorte no imenso buraco negro dos blogues esquecidos. A verdade é que já tinha pensado em regressar, discorrer novamente sobre as minhas paixões e nerdices: cinema, BD's e outros desabafos, como a minha interminável luta pelo peso ideal... A falta de tempo e a desmotivação afastaram-me destas paragens, mas antecipo mais agitação por aqui nos próximos tempos. É curioso pensar que deixei o blogue por altura da minha mudança de emprego (que não foi tão feliz quanto esperava) e que me preparo para regressar agora que procuro mudar novamente. Nunca pensei que o trabalho novo me absorvesse tanto a ponto de não conseguir actualizar o blogue, acompanhar as melhores estreias no cinema ou as novas séries na televisão, mas foi o que aconteceu. Apesar de não estar bem no meu anterior emprego (sobretudo devido a questões financeiras e uma ou duas aves raras com especial adoração por intrigas e novelas mexicanas) nunca imaginei que iria amaldiçoar o dia em que comuniquei à minha anterior chefe que me ia embora, e trocá-la pela mais abusiva, tirana e mesquinha de todas as chefes que já encontrei. Nestes dois últimos anos percebi que dinheiro nenhum paga a paz de espírito, um horário certo e um chefe que não te coage a trabalhar horas extra, mesmo sem te pagar, apenas pelo poder do medo.
Sobre isto haveria muito mais para dizer, mas já me cansa tanto que não vale a pena. A partir de agora quero apenas pensar nas coisas boas que o futuro me reserva. Para os próximos tempos só posso esperar que venha a bonança, pois nestes dois últimos anos sobrevivi à tempestade. ;)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Amanhã é um GRANDE dia!

Vou reencontrar os meus velhos amigos.


E em especial, este fofinho:


Ontem Vi#16

Não sei o que andei a fazer estes últimos anos. Finalmente vi uma das melhores sagas dos nossos tempos.


E agora? Quando é que sai o último? PRECISO DE VER!!!!

E essa dieta?

Da última vez que escrevi aqui algo sobre a minha dieta, tinha perdido 1,3kg. Entretanto, passaram dois meses, e não voltei a ver o meu nutricionista. Faltei à última consulta, de propósito, pois já conhecia bem a cantiga que ele me ia dar. Tinha curiosidade em saber como estava, mas como também tenho uma balança cá em casa, e sabia que estava na mesma, esquivei-me ao sermão por não ter perdido mais e ainda ao palavreado comercial, o guião pré-escrito para convencer clientes em risco. Na verdade, por altura deste texto, ainda não tinha concluído algo muito importante sobre nutricionistas: são muito bons e válidos, valem sempre a pena, mas aqueles que estão ligados a grandes instituições ou ginásios não são de fiar. Isto porquê? Ora, porque o meu nutri nunca se deu ao trabalho de me enviar um email a perguntar se estava bem e a seguir a dieta, mas a partir do momento em que lhe disse que tinha de deixar o ginásio e, consequentemente, o plano de nutrição dele, começou a bombardear-me com emails. Pois é querido, infelizmente as empresas ainda não entenderam o que fazer com a palavra "retenção", e todas se espalham ao comprido quando só se importam com os seus clientes quando eles decidem ir embora...
Long story short, estou óptima. Acho que ganhei algumas gramas (não mais que 300 ou 400) devido aos últimos tempos de stress no emprego, mas estou bem, tenho novos hábitos de alimentação e continuo a fazer desporto semanalmente (estas gramas extra vão à vida num instante).
Acho que se pode dizer que tudo está bem, quando acaba bem. :)
#fimdadieta #sohappy #adeusnutricionistadodemo

Ninguém disse que ia ser fácil


Lembro-me, como se fosse hoje, da sensação de alívio de deixar a escola primária, há quase vinte anos. Pensava eu que, por mudar para a escola dos grandes, ainda por cima noutra cidade, nunca mais teria de lidar com rufias e miúdas espertalhonas, acreditava mesmo que iria para um lugar em que toda a gente ia compreender-me e gostar de mim. Pois, nem por isso. Apesar de ter sido mais fácil (andei numa escola primária colada a um bairro social e era um dos sacos de pancada preferido), na dos grandes também encontrei miúdos maus. Finalmente, percebi que há gente má em todo o lado, como também há gente boa em cada canto e curva da nossa vida.
Porém, os maus estão sempre bem em qualquer lado, não têm dificuldade em adaptar-se. Já os bons, enfim... esses têm de lutar constantemente com a sua moral e ética e forçar-se a aceitar as regras do jogo. Por isso, são os bons têm de fazer escolhas constantemente: quando estão rodeados de maus, ou aceitam juntar-se a eles e ser tudo aquilo em que não acreditam, ou deitam a toalha ao chão e partem para outras lutas - provavelmente, igualmente sanguinárias, mas isso os bons ainda não sabem (até porque neles vive uma coisa bonita chamada esperança).
Como diria o meu pai, naquela brutal sinceridade que o caracteriza: quem está mal, muda-se. É isso mesmo que vai acontecer. Cansei de brincar à guerra dos tronos, vou levar o meu peão para outro lado.
Wish me luck.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

E enquanto escrevia o último post sobre as dietas...

... tinha perdido mais 1,3 kg, e não sabia.
Yey! :)
(Isto tudo depois de ter comido um crepe de chocolate, pipocas e bolachas com pepitas de chocolate na noite dos Óscares. True story!)

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